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Aromas nas artes: exposição no MAC retrata lembranças por meio do olfato

aromas nas artes

A partir de uma coleção de copos quebrados por seu marido “toda vez que ia lavar a louça”, a artista plástica Josely Carvalho começou a notar aromas. Essa observação casual originou a mostra “Diário de Cheiros: Teto de Vidro”, que permanece exposta no MAC-USP até maio.

Trata-se de duas instalações com as quais Carvalho pretende resgatar um sentido que ela acredita ter sido perdido ao longo da evolução humana: o olfato.

Aromas para relembrar

Segundo Josely Carvalho, “de quadrúpedes para bípedes saímos de perto do chão e o nosso olfato diminuiu porque não foi exercitado como o de cachorro, que fareja o dia todo”.

A exposição apresenta na ala inicial a obra “Estilhaços”. Nela, cacos de taças de vinho são aromatizados com cheiros que, para a artista, representam seis sensações: prazer, ilusão, persistência, vazio, ausência e afeição.

O segundo espaço carrega um aspecto político. Com vidros quebrados na manifestação de 2013, contra aumento de tarifas dos transportes públicos, Carvalho concebeu “Resiliência”.

Nessa instalação, a artista  elaborou esculturas de vidro com aromas que aludem aos protestos. Gás de pimenta e gás lacrimogênio são os aromas impactantes desta seção.

A exposição “Diário de Cheiros: Teto de Vidro” fica em exposição até o dia 06 de maio, com entrada gratuita. Ela acontece no MAC-USP, localizado na Av. Pedro Álvares Cabral, 1301, São Paulo.

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