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Olfato: único em cada pessoa e muda ao longo da vida

olfato

A percepção olfativa não é uma constante no decorrer da vida. O olfato depende de instruções genéticas e se altera de acordo com a experiência do indivíduo. Um estudo recente investiga como neurônios olfatórios são determinados e modificados por fatores ambientais e genéticos.

O olfato é o sentido responsável por avaliar a qualidade dos alimentos e quem são os potenciais parceiros sexuais, competidores e predadores no ambiente. Ele capta os cheiros, sensações criadas a partir de partículas químicas que se disseminam pelo ar. Elas são reconhecidas por nervos localizados na parte interna do nariz, o epitélio olfativo, e cada tipo de nervo possui um receptor capaz de identificar um certo número de substâncias. Informação que em seguida é transmitida ao cérebro, responsável por interpretar esses sinais. Segundo o estudo, animais possuem centenas de milhares de tipos distintos de nervos. Por isso detectam um amplo espectro de cheiros.

Como funciona o olfato:

Os receptores que identificam cheiros são proteínas codificadas por genes. E estes genes podem ser muito diferentes entre duas pessoas sem nenhum parentesco. Isso explica, em parte, por que algumas pessoas consideram certos cheiros muito fortes ou desagradáveis, e outras não.

Mas ter genes diferentes para os receptores olfativos não determina por si só ter sensibilidade particular para determinados cheiros. A quantidade de cada tipo de nervo presente no nariz também varia entre as pessoas. Ainda segundo o estudo, não se sabe exatamente como essas diferenças afetam a percepção das pessoas em relação aos cheiros. Na maioria dos casos, a variedade genética que influi sobre os receptores só explica uma pequena proporção da diferença no sistema olfativo dos indivíduos, que acabam gerando percepções únicas, individualizadas.

O papel do ambiente O epitélio olfativo, ou seja, o revestimento interno do nariz de um animal, se regenera ao longo da vida: cada neurônio receptor presente nele vive, em média, alguns meses, e depois é substituído. Essa reposição do tecido ocorre de acordo com a informação presente nos genes, mas não só. Viver em ambientes com maior presença de alguns cheiros direciona a formação de tipos determinados de neurônios olfatórios, que aumentam a capacidade de reconhecer esses odores recorrentes. Quando o estímulo é contínuo, o olfato se adapta. Ao mesmo tempo, é comum que os sentidos se acostumem rapidamente com um cheiro ou ruído no ambiente.

Fonte: Jornal Nexo

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